Neste fim de semana havia escrito um texto falando do amor, sobre em que ele se transformou após o fenômeno da globalização,ou seja,em um verdadeiro fast food.
Mas resolvi não postá-lo, pois me ocorreu um fato que me entristeceu e que não deixa de estar relacionado com o amor a vida, ao próximo.
Alguns devem ter acompanhado no jornal local o caso de uma senhora que estava sentada em um ponto de ônibus em Patamares, e de repente um carro desgovernado, em alta velocidade, à atingiu, perdendo um pedaço da perna direita,na ultima sexta-feira,14 de março.
Pois é, eu vi a senhora no chão com o pedaço da sua perna ao lado e o sangue deixando a marca do acidente no ponto de ônibus.Foi tudo muito rápido, pois eu estava passando de ônibus na hora e ela já estava recebendo os primeiros atendimentos pela equipe do SAMU.
Fiquei impressionada com aquela cena, principalmente ao ver aquela roda de pessoas olhando a desgraça alheia.Coloquei-me no lugar dela, afinal à uns 20 minutos atrás quem estava em um ponto era eu, e não podemos pensar que as coisas só acontecem com os outros,porque nós somos os outros também.
Cheguei em casa horrorizada, contando o que tinha presenciado, e no outro dia meu pai veio me contar que a senhora em meio a uma cirurgia para amputar a outra perna teve uma parada cardíaca e faleceu.
Agora eu fico me perguntando onde esta o amor? Para que andar em alta velocidade, colocando a sua vida e a de outros em risco?De que vale a pena tudo isso?E para que ficar parado olhando o sofrimento dos outros se não pode ajudar?
Gosto muito de um fragmento de um texto de Carlos Drummond de Andrade, que simboliza um pouco tudo isso; “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos...”
Reflitam sobre isso, porque a vida é muito boa para ser desperdiçada, e para isso só é necessário alguns segundos, ou quem sabe menos.Ame mais você e os outros, mesmo que não o conheça,o mundo é muito grande e a vida é muito pequena para dar tempo de ser amigos de todos,mas o nosso coração é maior que tudo isso e não depende de tempo.
Onde esta o amor?
Posted by
rafa
on domingo, 16 de março de 2008
Tecnologia do Blogger.
4 Comments
Uma vida verdadeira tem rumo, é preenchida com valores como amor a si e ào próximo, e sem ter o que perder, por não se ter nada no vazio da alma, o ser humano age sem medo, o que é ruim e leva a consequências negativas, levando risco a si próprio e ào próximo, daí vejo o medo por uma ótica positiva: ter medo de perder significa que se tem a perder, logo, se tem valores e uma vida preenchida e não se deve colocar em risco tudo por atos inconsequentes. Excelente texto Rafinha, abrirá os olhos de muita gente, tenho certeza =]
Rafa, não é fácil viver sem amor... a vida perde a graça.
* * *
Quanto à senhora, que destino infeliz...
Quanto ao motorista, ontem, sexta-feira da paixão, foi dia de muita gente bêbada na rua e vi barbaridades na estrada. Falta de amor a si.
* * *
Quanto a todos nós, é bom que se pare para pensar exatamente nesta questão: a vida é agora. E é frágil.
* * *
Libere comentários para todos aqui na caixa, senão a gente não põe o link certo.
http://alenacairo.wordpress.com/
É incrível como um segundo pode
transformar o nosso destino,
se é que existe isso de destino.
Mas com certeza pode transformar
nossa vida.
Muito bom, Rafa, você ter consciência
da "falta de amor" no mundo
e melhor ainda, saber que você
ainda acredita neste que é o maior
de todos os sentimentos.
O amor está em mim quando me lembro de vc!
Não pára de escrever, não!
Uma beijoca.
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